Pelo lado selvagem de Portugal- 1ª etapa – de Trafaria a Melides

Começámos com 5 jipes na Trafaria e mais um que se juntou na Costa da Caparica. No primeiro dia percorremos a mais que conhecida margem sul começando pela falésia da Costa da Caparica, depois Apostiça e seguidamente Arrábida até Setúbal. Percurso bem conhecido e diversificado com passagens maravilhosas como a Arriba Fossil e o Parque Natural da Arrábida. Sem grandes dificuldades, chegado a Setúbal apanhámos o ferry para Tróia e seguimos para a Comporta por estrada. Foi altura de sair da estrada para nunca mais voltar. O sol já se punha ao longe, era tempo de arranjar um local de pernoita, onde coubessem os 6 jipes mais 2 que vinham ter connosco e mais as respectivas tendas. No caminho junto ao Sado, apesar das praias bonitas, era expectável visitas dos mosquitos. A aposta foi ficarmos algures no caminho para sul, paralelo ao muito transitado gasoduto.

E foi aqui, ao inicio da noite com o inicio da areia, que começaram os atascanços que predominaram no 2º dia.  Começou logo comigo no Isuzu que só saiu com placas e uns empurrões e na subida de acesso ao local de acampamento onde alguns tiveram algumas dificuldades. No dia seguinte continuaram as dificuldades, logo com aquela grande subida no gasoduto que só os jipes mais recentes conseguiram transpor. Apesar do percurso ser conhecido e de não ser propriamente exigente, a areia mole e as várias subidas encontradas ao longo do percurso, provocaram vários atascanços que obrigaram a várias tentativas de transpor os obstáculos e à consequente diminuição da pressão dos pneus. Uma delas num “oued” antes de Melides, ainda foi necessário guincho e placas para desatascar o veículo. Coisas que fazem parte deste tipo de passeios e que servem sempre para aprender ou praticar mais algumas técnicas de condução e resgate.

Mais fotos aqui!

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Memórias TT – da Malcata a Béjar

Era Dezembro, estávamos em 2010 e já há uns tempos que queria fazer as serras espanholas que delimitam as terras frias das quentes. E assim foi, sozinho no Jimny em total autonomia, com a cadela Mina em direcção a Gredos. Um percurso fácil, sem grandes dificuldades (para Jimnys…) onde a beleza da paisagem com os tons de castanho e verde característicos da região nesta altura do ano, foram a grande surpresa do percurso. Ficou na memória um acampamento junto a um rio serpenteando por entre os montes e um dos caminhos mais interessantes por onde já  passei, num planalto junto ao rio que atravessa uma propriedade com vacas e cavalos à  solta, que de repente parecia retirado de um conto de fantasia. E que tinha uma subida para carroças… A ideia era ir até  à  serra de Gredos  mas infelizmente fiquei doente ao 3o dia e resolvi regressar a casa. 3 anos depois regressei com a Ana para realizarmos  a parte do percurso  da Serra de Gata com um pouco de montanhismo à  mistura.

Percurso e infos aqui:

Férias da Pascoa – Costa Vicentina e Algarve

Algumas imagens das mini férias da Páscoa. Em tempo de contenção de custos e procura do bom tempo, resolvemos percorrer os caminhos e praias da Costa Vicentina e Serra de Monchique. Alguns já conhecidos, outros nem por isso, mas é sempre uma satisfação percorrer locais tão interessantes  e bonitos pelo nosso país.

TT invernal na Serra da Estrela

Mais uma etapa do Lisboa Istambul e desta vez com o objectivo de apanhar a Serra da Estrela com neve. Missão mais do que cumprida. Aliás, foi talvez o mais extraordinário passeio todo-terreno que fiz em Portugal. Começámos no Piodão e subimos a serra pelo lado do Sabugueiro em direcção às Penhas Douradas. Apesar de grande parte do percurso ser conhecido, a neve transformou por completo a paisagem e a progressão. Tivemos a sorte (ou a coragem…), de ser os primeiros a passar depois do nevão em grande parte dos caminhos, o que tornou a progressão mais lenta e cautelosa. Logo no primeiro dia e no primeiro contacto com neve, caminhos com ribanceiras, que sem neve não apresentavam perigo nenhum, com neve e sem rodados o risco aumentou exponencialmente. O momento mais impressionante foi a subida para as Penhas Douradas no segundo dia.  Por momentos parecia que estávamos nos países do norte. Tudo branco, sem rodados, neve no limiar da progressão. Espectacular! Infelizmente o que é bom dura pouco e depois de um almoço nas Penhas continuámos o percurso na direcção do Covão da Ponte onde demos por terminado a etapa. Ficou o desejo de querer mais, mais aventuras na neve, que tão pouco existe neste país…

 

Mais fotos aqui.

Dacia Duster nos Atlas

A primeira vez que fomos a Marrocos com o nosso dusterzito e logo tínhamos de apanhar os Atlas com neve! Ficam aqui algumas imagens da nossa travessia dos Alto-Atlas enquanto ainda estamos em Merzouga.

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Dacia Duster vs …

DSC04807Já fizemos a 3a etapa do Lisboa-Istambul (ver artigo) e desta vez o Dacia esteve em alta. Foi um percurso com muita pedra, principalmente a parte de sábado, e com duas passagens difíceis, nomeadamente a segunda. Dificilmente os participantes se irão esquecer do momento em que o Dacia passou à primeira uma ribeira depois de 4 dos jipes precisarem de guincho para saírem. Basicamente, à saída da ribeira, a única zona com tracção ficava sob o eixo da frente. Só que devido à lama e buracos, uma das rodas ficava parada e a outra não tinha tracção suficiente para impulsionar os jipes. As rodas traseiras ficavam dentro do riacho e menos tracção tinham. Também não havia espaço para dar balanço.

Vendo o vídeo, o último clip, gentilmente cedido pela Silvia, facilmente se percebe o que fez com que o Dacia tenha passado tão facilmente depois de jipes Toyota e Mitsubishi, mesmo com bloqueios atrás, terem alguma dificuldade ou não conseguirem passar. O controlo de tracção obrigou a roda da frente que estava parada a rodar, tendo sido o suficiente para impulsionar o Dacia dali para fora. Claro que com bloqueio à frente o resultado teria sido ainda mais eficaz. É claro que foi uma festa. Nem eu alguma vez imaginava conseguir passar tão facilmente.

Mas…voltando a descer à terra… esta foi uma situação muito particular onde o controlo de tracção e o baixo peso do Duster fizeram toda a diferença, mas não significa que o Dacia seja um jipe ou sequer se equipare a um. Na maioria das situações o Dacia tem mais dificuldades, e tem de se ter cuidados redobrados. É um veiculo capaz de surpreender mas com as devidas precauções.

1ª etapa do Lisboa – Istambul

E assim foi. 4 jipes partiram de Lisboa, Terreiro do Paço, e conseguimos chegar a Alenquer. Apesar da proximidade com Lisboa, ainda foi possível percorrer bastantes quilómetros em pista, algumas delas em mau estado, tendo sido necessário passar um riacho a guincho! E nenhum dos jipes se safou… Ainda foi preciso retirar de uma vala, a guincho, um de nós que, inadvertidamente para lá caiu.

Daqui para a frente o planeamento e marcação do percurso irá ser mais fácil e haverá menos estradas a “estragar” o nosso percurso. Próxima etapa Alenquer – Serra dos Candeeiros…

Duster com molas +3cm

Como já referi nos artigos anteriores, um dos problemas do Duster para TT é a pouca altura ao solo, nomeadamente sobre o diferencial da frente. Já há muito que ando a pesquisar kits de suspensão que pudessem melhorar o carro neste sentido, sem prejudicar a estabilidade e a resistência dos componentes. Entre as várias hipóteses existentes no mercado, desde Ironman, H&R, Terranger, S99tech, entre outras, escolhi as molas da Euro4x4parts que, dado os vários testes existentes em revistas e sites, me pareceram as melhores entre qualidade/preço. Além disso, têm também amortecedores específicos para elas quando os de origem se estragarem.

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Estas molas, aumentam a altura ao solo em 3cm em relação às originais e permitem usar os amortecedores de origem. No meu Duster, com os pneus 215 70R16, ficou com 25cm de altura mínima ao diferencial da frente e 30cm ao diferencial de trás, aumentando correspondentemente os ângulos frontais, traseiro e ventral. Em estrada o comportamento ficou praticamente inalterado, mas em todo-terreno espero grandes diferenças nas zonas mais complicadas.

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Um Duster na Croácia

A primeira experiência em viagem fora de Portugal com o nosso Dacia aconteceu na Croácia em agosto passado. Foram 8500km no total, em campismo, nós e o nosso filhote de 5 meses… uma verdadeira aventura! O nosso objectivo era fazer de tudo um pouco, desde turismo, todo-terreno e montanhismo.

Como seria de esperar, o Duster esteve à altura com um consumo médio de 7,5l/100. Não tivemos nenhum problema e ainda podemos percorrer cerca de 250km de pistas croatas, já marcadas com antecedência no google earth, o que se revelou uma enorme surpresa dado que não sabíamos bem se estariam abertas ou não à circulação. Apesar de carregado, não houve dificuldades, o que demonstra bem as boas capacidades deste veículo para este tipo de viagens.

Aqui ficam algumas imagens do todo-terreno na Croácia:

Mais imagens da viagem aqui: