Roma e Sardenha, o filme

Apresentação do filme da nossa viagem a Roma, realizada por via marítima desde Barcelona e onde ficámos 4 dias, e à Sardenha onde percorremos a parte noroeste da ilha, sempre junto ao mar e sempre que possível por caminhos de terra.

Podes ver o relato desta viagem com fotografias da parte sobre Roma aqui e da parte sobre a Sardenha aqui.

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A caminho da Corunha – 2ª parte da viagem pelo norte de Espanha

Depois de Santiago e das ilha Cies, seguimos para a costa leste da Galiza, partindo de Santiago até à localidade Boiro por caminhos de terra com o objectivo de conhecer esta costa, nomeadamente as ruínas Castro de Borona, povoado do sec I DC construído numa pequena península acessível por caminhos pedestres. Nesse dia ficámos ainda acampados no cimo de um monte lá perto com uma vista impressionante sobre toda a costa. De seguida seguindo o percurso em direcção a Corunha começando em Santiago, fizemos um pequeno desvio para conhecer a cascata de Ézaro e o parque natural Monte e lagoa do Louro onde acampámos no parque de campismo. Paisagem lindíssima com as dunas a separar a lagoa do mar. No dia seguinte continuámos o percurso para norte e no final do dia fomos ao primeiro banho no mar do norte numa piscina natural, a salvação para o Miguel que com o mar revolto impossibilitava as brincadeiras na água. Ficámos a noite em campismo selvagem junto a uma plantação de milho onde tínhamos almoçado no dia anterior, único local que encontrámos suficientemente escondido. Continue reading “A caminho da Corunha – 2ª parte da viagem pelo norte de Espanha”

Pelo lado selvagem de Portugal- 2ª etapa – de Melides ao Algarve

Aproveitando o 2º fds prolongado de Dezembro lá fomos nós continuar a volta a Portugal. 5 jipes, arrancámos da praia de Melides em direcção à albufeira de Morgavel. É sempre tentador descer a Costa de Vicentina junto à costa, mas além de já ser zona conhecida, é mais difícil conseguir um percurso sem apanhar alcatrão. Assim, seguimos sempre pelo interior em direcção a uma cascata pouco comum na zona de Vila Nova de Mil Fontes. Dada a altura do ano, ninguém se encontra naquele fabuloso local o que permitiu um acampamento especial.

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Memórias TT – de Merzouga a Foum Zguid

Agosto de 2010, a estreia do Jimny em Marrocos, sozinho, sem Toys nem Mitsus, nas pistas do sul entre as duas maiores dunas de Marrocos. Foram 600 kms de 46º de dia e 37º à noite onde, como seria de esperar do pequeno japonês, esteve à altura dos mais crescidos. Apesar dos marroquinos com os seus KZJs insistentemente tentarem dissuadir a nossa passagem pelas zonas de areia, quem conhece o Jimny sabe do quanto este pequeno gigante é capaz. Ainda andámos meio perdidos no Erg Chigaga e acabámos por dormir com guardas dos “animais”, como eles diziam, que andavam a patrulhar a zona à procura de caçadores. O que mais custou foram as noites… dormir com tão altas temperaturas sem as modernices ocidentais não é facil…

Percurso aqui:

Pelo lado selvagem de Portugal- 1ª etapa – de Trafaria a Melides

Começámos com 5 jipes na Trafaria e mais um que se juntou na Costa da Caparica. No primeiro dia percorremos a mais que conhecida margem sul começando pela falésia da Costa da Caparica, depois Apostiça e seguidamente Arrábida até Setúbal. Percurso bem conhecido e diversificado com passagens maravilhosas como a Arriba Fossil e o Parque Natural da Arrábida. Sem grandes dificuldades, chegado a Setúbal apanhámos o ferry para Tróia e seguimos para a Comporta por estrada. Foi altura de sair da estrada para nunca mais voltar. O sol já se punha ao longe, era tempo de arranjar um local de pernoita, onde coubessem os 6 jipes mais 2 que vinham ter connosco e mais as respectivas tendas. No caminho junto ao Sado, apesar das praias bonitas, era expectável visitas dos mosquitos. A aposta foi ficarmos algures no caminho para sul, paralelo ao muito transitado gasoduto.

E foi aqui, ao inicio da noite com o inicio da areia, que começaram os atascanços que predominaram no 2º dia.  Começou logo comigo no Isuzu que só saiu com placas e uns empurrões e na subida de acesso ao local de acampamento onde alguns tiveram algumas dificuldades. No dia seguinte continuaram as dificuldades, logo com aquela grande subida no gasoduto que só os jipes mais recentes conseguiram transpor. Apesar do percurso ser conhecido e de não ser propriamente exigente, a areia mole e as várias subidas encontradas ao longo do percurso, provocaram vários atascanços que obrigaram a várias tentativas de transpor os obstáculos e à consequente diminuição da pressão dos pneus. Uma delas num “oued” antes de Melides, ainda foi necessário guincho e placas para desatascar o veículo. Coisas que fazem parte deste tipo de passeios e que servem sempre para aprender ou praticar mais algumas técnicas de condução e resgate.

Mais fotos aqui!

Memórias TT – da Malcata a Béjar

Era Dezembro, estávamos em 2010 e já há uns tempos que queria fazer as serras espanholas que delimitam as terras frias das quentes. E assim foi, sozinho no Jimny em total autonomia, com a cadela Mina em direcção a Gredos. Um percurso fácil, sem grandes dificuldades (para Jimnys…) onde a beleza da paisagem com os tons de castanho e verde característicos da região nesta altura do ano, foram a grande surpresa do percurso. Ficou na memória um acampamento junto a um rio serpenteando por entre os montes e um dos caminhos mais interessantes por onde já  passei, num planalto junto ao rio que atravessa uma propriedade com vacas e cavalos à  solta, que de repente parecia retirado de um conto de fantasia. E que tinha uma subida para carroças… A ideia era ir até  à  serra de Gredos  mas infelizmente fiquei doente ao 3o dia e resolvi regressar a casa. 3 anos depois regressei com a Ana para realizarmos  a parte do percurso  da Serra de Gata com um pouco de montanhismo à  mistura.

Percurso e infos aqui:

Férias da Pascoa – Costa Vicentina e Algarve

Algumas imagens das mini férias da Páscoa. Em tempo de contenção de custos e procura do bom tempo, resolvemos percorrer os caminhos e praias da Costa Vicentina e Serra de Monchique. Alguns já conhecidos, outros nem por isso, mas é sempre uma satisfação percorrer locais tão interessantes  e bonitos pelo nosso país.

TT invernal na Serra da Estrela

Mais uma etapa do Lisboa Istambul e desta vez com o objectivo de apanhar a Serra da Estrela com neve. Missão mais do que cumprida. Aliás, foi talvez o mais extraordinário passeio todo-terreno que fiz em Portugal. Começámos no Piodão e subimos a serra pelo lado do Sabugueiro em direcção às Penhas Douradas. Apesar de grande parte do percurso ser conhecido, a neve transformou por completo a paisagem e a progressão. Tivemos a sorte (ou a coragem…), de ser os primeiros a passar depois do nevão em grande parte dos caminhos, o que tornou a progressão mais lenta e cautelosa. Logo no primeiro dia e no primeiro contacto com neve, caminhos com ribanceiras, que sem neve não apresentavam perigo nenhum, com neve e sem rodados o risco aumentou exponencialmente. O momento mais impressionante foi a subida para as Penhas Douradas no segundo dia.  Por momentos parecia que estávamos nos países do norte. Tudo branco, sem rodados, neve no limiar da progressão. Espectacular! Infelizmente o que é bom dura pouco e depois de um almoço nas Penhas continuámos o percurso na direcção do Covão da Ponte onde demos por terminado a etapa. Ficou o desejo de querer mais, mais aventuras na neve, que tão pouco existe neste país…

 

Mais fotos aqui.

Sardenha – praia, caminhadas e TT

2ª parte das nossas férias de Verão. Depois de Roma, mini cruzeiro para a Sardenha. Já tínhamos o percurso planeado a começar na costa Oeste mas devido ao vento decidimos começar pela costa Esmeralda do lado leste, uma das mais famosas da Sardenha. Tão famosa que a primeira vez que avistámos esta costa, estávamos nós a descer dos montes por um caminho de terra, ficámos incrédulos com a quantidade de gigantescos iates atracados junto à costa. Alguns deles com helicópteros em cima… Foi aqui que percebemos o que significa vir à costa leste da Sardenha em pleno Agosto…

As praias são realmente lindíssimas, algumas autênticos paraísos que fazem lembrar os postais das ilhas do pacifico, não fosse a quantidade de banhistas. Durante o dia, como não podíamos estar na praia, fazíamos fora-de-estrada pelo interior na direcção norte-sul, seguindo o percurso marcado com antecedência. À noite era tempo de procurar um parque de campismo. Desta vez ainda ficamos algumas noites em campismo selvagem, tudo culpa dos preços exorbitantes de alguns parques de campismo!

A zona mais espectacular ficou reservada para o fim. As praias do Golfo de Orosei. Apenas acessíveis a pé, de jipe ou de barco, por entre falésias e enormes gargantas foram uma agradável surpresa. Só é pena estarem cheias de gente, mesmo uma delas em que o único acesso era uma caminhada de 2h com um desnível ainda jeitoso! E até tinha guarda e tudo…

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