A caminho da Corunha – 2ª parte da viagem pelo norte de Espanha

Depois de Santiago e das ilha Cies, seguimos para a costa leste da Galiza, partindo de Santiago até à localidade Boiro por caminhos de terra com o objectivo de conhecer esta costa, nomeadamente as ruínas Castro de Borona, povoado do sec I DC construído numa pequena península acessível por caminhos pedestres. Nesse dia ficámos ainda acampados no cimo de um monte lá perto com uma vista impressionante sobre toda a costa. De seguida seguindo o percurso em direcção a Corunha começando em Santiago, fizemos um pequeno desvio para conhecer a cascata de Ézaro e o parque natural Monte e lagoa do Louro onde acampámos no parque de campismo. Paisagem lindíssima com as dunas a separar a lagoa do mar. No dia seguinte continuámos o percurso para norte e no final do dia fomos ao primeiro banho no mar do norte numa piscina natural, a salvação para o Miguel que com o mar revolto impossibilitava as brincadeiras na água. Ficámos a noite em campismo selvagem junto a uma plantação de milho onde tínhamos almoçado no dia anterior, único local que encontrámos suficientemente escondido. Continue reading “A caminho da Corunha – 2ª parte da viagem pelo norte de Espanha”

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Viagem a Marrocos 2016

Este ano a viagem a Marrocos teve um significado especial. Foi a primeira vez que o nosso bebé saiu da Europa e entrou neste maravilhoso país. Não foi uma decisão fácil. No verão passado, com apenas 5 meses, já tínhamos ido à Croácia de carro, mas desta vez teríamos de sair do conforto europeu, da proximidade de qualquer hospital. Ali, sabíamos que iríamos estar a centenas de kms de um hospital e separados por caminhos de terra. No entanto e tendo em conta o bom conhecimento do país que fomos adquirindo nos últimos anos, decidimos ir à aventura com o nosso bebé de 1 ano e concebemos um percurso fácil com passagens por albergues de modo a dividirmos as noites “selvagens” com os albergues.

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Dacia Duster vs …

DSC04807Já fizemos a 3a etapa do Lisboa-Istambul (ver artigo) e desta vez o Dacia esteve em alta. Foi um percurso com muita pedra, principalmente a parte de sábado, e com duas passagens difíceis, nomeadamente a segunda. Dificilmente os participantes se irão esquecer do momento em que o Dacia passou à primeira uma ribeira depois de 4 dos jipes precisarem de guincho para saírem. Basicamente, à saída da ribeira, a única zona com tracção ficava sob o eixo da frente. Só que devido à lama e buracos, uma das rodas ficava parada e a outra não tinha tracção suficiente para impulsionar os jipes. As rodas traseiras ficavam dentro do riacho e menos tracção tinham. Também não havia espaço para dar balanço.

Vendo o vídeo, o último clip, gentilmente cedido pela Silvia, facilmente se percebe o que fez com que o Dacia tenha passado tão facilmente depois de jipes Toyota e Mitsubishi, mesmo com bloqueios atrás, terem alguma dificuldade ou não conseguirem passar. O controlo de tracção obrigou a roda da frente que estava parada a rodar, tendo sido o suficiente para impulsionar o Dacia dali para fora. Claro que com bloqueio à frente o resultado teria sido ainda mais eficaz. É claro que foi uma festa. Nem eu alguma vez imaginava conseguir passar tão facilmente.

Mas…voltando a descer à terra… esta foi uma situação muito particular onde o controlo de tracção e o baixo peso do Duster fizeram toda a diferença, mas não significa que o Dacia seja um jipe ou sequer se equipare a um. Na maioria das situações o Dacia tem mais dificuldades, e tem de se ter cuidados redobrados. É um veiculo capaz de surpreender mas com as devidas precauções.

Um Duster na Croácia

A primeira experiência em viagem fora de Portugal com o nosso Dacia aconteceu na Croácia em agosto passado. Foram 8500km no total, em campismo, nós e o nosso filhote de 5 meses… uma verdadeira aventura! O nosso objectivo era fazer de tudo um pouco, desde turismo, todo-terreno e montanhismo.

Como seria de esperar, o Duster esteve à altura com um consumo médio de 7,5l/100. Não tivemos nenhum problema e ainda podemos percorrer cerca de 250km de pistas croatas, já marcadas com antecedência no google earth, o que se revelou uma enorme surpresa dado que não sabíamos bem se estariam abertas ou não à circulação. Apesar de carregado, não houve dificuldades, o que demonstra bem as boas capacidades deste veículo para este tipo de viagens.

Aqui ficam algumas imagens do todo-terreno na Croácia:

Mais imagens da viagem aqui:

Multi-Aventura na Arrábida

Evento empresarial com três actividades diferentes: Passeio todo-terreno em jipe, caminhada pela Chã dos Navegantes até à praia da baleeira e regresso a Sesimbra de barco com o apoio da Vertente Natural. O passeio de jipe começou na Fonte da Telha com o grande estradão da Apostiça seguindo-se uma zona mais trialeira junto à Lagoa da Albufeira, onde inclusivamente atascámos um dos UMM. Seguiu-se a caminhada pela Chã dos Navegantes onde, ao invés do percurso normal, descemos até ao mar por uma escarpa que dava acesso direto aos barcos que já nos esperavam. No regresso a Sesimbra podemos apreciar toda a costa da Arrábida com suas praias isoladas e penhascos inacessíveis.

Mais uma grande actividade Withoutdoors!

 

Técnica TT – o Duster a trepar!

Vídeo de uma subida em Loures que, para quem anda por estes lados provavelmente reconhece a subida. Tem uma inclinação acentuada, muita pedra no início e alguns cruzamentos de pontos. Foi a primeira grande inclinação a que sujeitei o Dacia e no início estava apreensivo se conseguiria subir. O resultado foi notável. A primeira velocidade com a sua redução bastante eficaz (sem ser equiparável a uma redutora de um jipe mas mesmo assim uma valiosa ajuda), aliada ao controlo de tracção, fazem verdadeiros milagres neste carro. Aliás, para quem pretender o Duster para todo-terreno, o controlo de tração é fundamental. Dado o pouco curso de suspensão deste veículo, se não fosse o controlo de tracção muito facilmente se chega a situações em que o Duster não passaria.