Memórias TT – de Merzouga a Foum Zguid

Agosto de 2010, a estreia do Jimny em Marrocos, sozinho, sem Toys nem Mitsus, nas pistas do sul entre as duas maiores dunas de Marrocos. Foram 600 kms de 46º de dia e 37º à noite onde, como seria de esperar do pequeno japonês, esteve à altura dos mais crescidos. Apesar dos marroquinos com os seus KZJs insistentemente tentarem dissuadir a nossa passagem pelas zonas de areia, quem conhece o Jimny sabe do quanto este pequeno gigante é capaz. Ainda andámos meio perdidos no Erg Chigaga e acabámos por dormir com guardas dos “animais”, como eles diziam, que andavam a patrulhar a zona à procura de caçadores. O que mais custou foram as noites… dormir com tão altas temperaturas sem as modernices ocidentais não é facil…

Percurso aqui:

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Marrocos 2016 – o vídeo

Mais informações sobre a viagem e fotografias aqui!

Viagem a Marrocos 2016

Este ano a viagem a Marrocos teve um significado especial. Foi a primeira vez que o nosso bebé saiu da Europa e entrou neste maravilhoso país. Não foi uma decisão fácil. No verão passado, com apenas 5 meses, já tínhamos ido à Croácia de carro, mas desta vez teríamos de sair do conforto europeu, da proximidade de qualquer hospital. Ali, sabíamos que iríamos estar a centenas de kms de um hospital e separados por caminhos de terra. No entanto e tendo em conta o bom conhecimento do país que fomos adquirindo nos últimos anos, decidimos ir à aventura com o nosso bebé de 1 ano e concebemos um percurso fácil com passagens por albergues de modo a dividirmos as noites “selvagens” com os albergues.

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Vídeo da viagem a Marrocos 2014

A vertente da viagem deste ano, organizada por guias da Azimute radical foi a travessia sul-norte das montanhas dos Atlas em pista pela zona central entre Zagora e Marrakesh. Devido à tendência de alcatroar grande parte das pistas para permitir o acesso a zonas anteriormente de difícil acesso, cada vez tem sido mais difícil percorrer largos kms sem encontrar alcatrão. No entanto com a ajuda preciosa do google earth, ainda tem sido possível arranjar percursos seguidos em pista.

Uma das características mais notáveis de Marrocos é a extraordinária variedade de paisagens e este ano não foi diferente. Começando pelas dunas de Chigaga no sul de Marrocos, onde alguns de nós aventuraram-se para ir ver o nascer do sol na duna mais alta, seguimos para os Anti-Atlas. Daqui e para chegarmos aos Alto-Atlas, tivemos de atravessar o Jbel Saharo, fileira de montanhas de características formidáveis, por uma das gargantas mais impressionantes onde já passei em pista. Depois vieram os Alto-Atlas com as suas características aldeias nas encostas dos oueds (rios secos que apenas têm água quando chove) e luxuriante vegetação que mais parecia uma floresta de França. Após muitos oueds cheios de água, aldeias com dezenas de crianças a pedir “bombons” e “stylos”, e uma passagem a 2800m, finalizámos a nossa jornada nas grandes cascatas de Ouzoud, as mais altas do norte de África. No meio de 700kms de pistas e de outros tantos por estradas sinuosas e movimentadas, ainda passamos em algumas cidades importantes como Marrakech, Casablanca com a sua enorme Mesquita Hassam II e Chefchaouen.

 

Sem dúvida uma viagem inesquecível. A não perder a próxima edição já em outubro! informações para breve.

 

Marrocos 2014 – das dunas às cascatas de Ouzoud

Este ano e em parceria com a Nascer Aventura tentamos realizar um percurso que nos transporta-se por paisagens tão diversas quanto possível. Dos 11 dias que tínhamos disponíveis, 6 foram dedicados ao todo-terreno onde nos propusemos a atravessar as montanhas dos Atlas sempre fora do alcatrão! Desde a areia das dunas de Chigaga às fomações impressionantes do Jbel Sahro, passando pelas grandes gargantas dos Anti-Atlas e pelos seus oueds enormes, e terminando nas grandes montanhas dos Alto-Atlas com suas aldeias isoladas, foi sem dúvida uma viagem inesquecível.

No meio destes locais incríveis ainda tivemos tempo para visitar a 2ª maior mesquita do mundo a Hassam II de Casablanca, visitamos a medina de Marrakesh e ainda podemos apreciar a grande cascata de Ouzoud no final da nossa viagem.

É impossível mostrar em tão pouco aquilo que foi vivido e sentido nesta viagem. Todos os dias foram uma aventura, todos os dias vimos paisagens únicas e diferentes, no fim ficou a vontade de voltar. Aqui ficam algumas imagens desta viagem.

Mais imagens e album em actualização aqui:

Uma Mazurca em Marrocos

A ideia era simples: dançar um pouco por onde passámos nesta viagem, desde o Ferry para Marrocos aos planaltos do leste marroquino, passando pelas medinas de Fés e Chefchaouen. 

Eu e a Ana partilhamos o mesmo gosto pelas danças e pela aventura! Um dia em conversa decidimos fazer algo de novo e de diferente com as danças, mas não sabíamos muito bem o quê… Nas férias da Páscoa íamos fazer uma viajem até Marrocos, algo que já fiz muitas vezes, mas era a primeira vez que fazíamos juntos…e…surgiu a ideia de “imortalizar” esta viagem com algo especial e marcante para os dois. Achámos que juntar a dança com a aventura de viajar por Marrocos era sem dúvida a melhor forma de o fazer! E assim foi, em cada local, paisagem que tivesse interesse la colocávamos a pequena RX100 no tripé, rec e ao som da mazurca no telemóvel dançávamos. Quando apenas de paisagem se tratava era simples e fácil a execução. No entanto em Chefchaouen e Fés, foi mais um exercício de abstracção do que outra coisa… dançar no meio de tanta gente e ainda por cima em Marrocos foi deveras interessante! Tínhamos algum receio de atitudes contra o que estávamos a fazer mas tirando uma tentativa de roubo da máquina por uma menina de 10 anitos (enganou o “guarda” da máquina dizendo algo do género – Olha ali atrás! – e foi por pouco…) e de um sujeito que se colocou à frente da máquina propositadamente no meio da Medina de Fés, correu tudo sem problemas. E ainda tivemos direito a aplausos e sorrisos!

Os locais das filmagens: Espanha, Ferry, Chefchaouen, Volubilis, Fés, Atlas, Erg Chebbi, Boudnib, Planalto do Rekkam, Figuig, Chott Tigri, Oudja.

Marrocos: Agadir – Plage Blanche – Amtoudi – Marrakeche

Depois das autoestradas espanholas e marroquinas para chegar a Agadir, entramos no “verdadeiro” Marrocos mais inóspito. Foram 700km seguidos de pista, por entre falésias, montanhas, praias e planaltos a perder de vista. No fim do percurso ainda fizemos uma caminhada pelos Agadirs de Amtoudi e sua garganta com as suas piscinas naturais. Aqui ficam algumas das imagens captadas na viagem.

 

Lisboa – Agadir

Autoestrada, ferry, autoestrada… durante dois dias bem preenchidos, tudo para chegar a Agadir, prontos para as pistas! Dormimos no parque de campismo em Moulay Bousselham e tivemos a primeira experiencia da viagem em comida típica marroquina num dos muitos “Oasis” nas estações de serviço da Afriqua… se bem que a preços mais europeu.

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