TT invernal na Serra da Estrela

Mais uma etapa do Lisboa Istambul e desta vez com o objectivo de apanhar a Serra da Estrela com neve. Missão mais do que cumprida. Aliás, foi talvez o mais extraordinário passeio todo-terreno que fiz em Portugal. Começámos no Piodão e subimos a serra pelo lado do Sabugueiro em direcção às Penhas Douradas. Apesar de grande parte do percurso ser conhecido, a neve transformou por completo a paisagem e a progressão. Tivemos a sorte (ou a coragem…), de ser os primeiros a passar depois do nevão em grande parte dos caminhos, o que tornou a progressão mais lenta e cautelosa. Logo no primeiro dia e no primeiro contacto com neve, caminhos com ribanceiras, que sem neve não apresentavam perigo nenhum, com neve e sem rodados o risco aumentou exponencialmente. O momento mais impressionante foi a subida para as Penhas Douradas no segundo dia.  Por momentos parecia que estávamos nos países do norte. Tudo branco, sem rodados, neve no limiar da progressão. Espectacular! Infelizmente o que é bom dura pouco e depois de um almoço nas Penhas continuámos o percurso na direcção do Covão da Ponte onde demos por terminado a etapa. Ficou o desejo de querer mais, mais aventuras na neve, que tão pouco existe neste país…

 

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5ª etapa do Lisboa Istambul – chegada a Piodão

Mais uma etapa, desta vez acompanhamos o Zêzere até à barragem do Cabril, tendo de seguida rumado para norte em direcção ao Piodão sempre pelo cimo dos montes. Foi um passeio fácil e muito bonito, com muita variedade de terrenos e paisagens.

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TT ao longo do Zezere – 4a etapa do Lisboa Istambul

Mais umas imagens de mais um passeio antes do verão, desta vez ao longo do Zêzere. Muitas peripécias, alguns atascanços num passeio lento e com algumas dificuldades. Valeu-nos o Jimny que como é costume só lhe falta andar sozinho! Mas o que é bom não dura para sempre…

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Dacia Duster vs …

DSC04807Já fizemos a 3a etapa do Lisboa-Istambul (ver artigo) e desta vez o Dacia esteve em alta. Foi um percurso com muita pedra, principalmente a parte de sábado, e com duas passagens difíceis, nomeadamente a segunda. Dificilmente os participantes se irão esquecer do momento em que o Dacia passou à primeira uma ribeira depois de 4 dos jipes precisarem de guincho para saírem. Basicamente, à saída da ribeira, a única zona com tracção ficava sob o eixo da frente. Só que devido à lama e buracos, uma das rodas ficava parada e a outra não tinha tracção suficiente para impulsionar os jipes. As rodas traseiras ficavam dentro do riacho e menos tracção tinham. Também não havia espaço para dar balanço.

Vendo o vídeo, o último clip, gentilmente cedido pela Silvia, facilmente se percebe o que fez com que o Dacia tenha passado tão facilmente depois de jipes Toyota e Mitsubishi, mesmo com bloqueios atrás, terem alguma dificuldade ou não conseguirem passar. O controlo de tracção obrigou a roda da frente que estava parada a rodar, tendo sido o suficiente para impulsionar o Dacia dali para fora. Claro que com bloqueio à frente o resultado teria sido ainda mais eficaz. É claro que foi uma festa. Nem eu alguma vez imaginava conseguir passar tão facilmente.

Mas…voltando a descer à terra… esta foi uma situação muito particular onde o controlo de tracção e o baixo peso do Duster fizeram toda a diferença, mas não significa que o Dacia seja um jipe ou sequer se equipare a um. Na maioria das situações o Dacia tem mais dificuldades, e tem de se ter cuidados redobrados. É um veiculo capaz de surpreender mas com as devidas precauções.

3ª etapa do Lisboa-Istambul

3ª etapa Lisboa - Istambul

Mais uma etapa, desta vez com uma caravana de 8 jipes, atravessámos a Serra dos Candeeiros e a Serra de Aires, e apesar de um dos objectivos ser a chegada à barragem de Castelo de Bode, ainda não foi desta. O percurso de sábado, sempre pelo cimo da serra por caminhos pedregosos do interior, foi bastante duro e demorado mas com vistas espectaculares sobre os vales da serra. Foi um dia para atravessar a Serra de Aires e Candeeiros. 3ª etapa Lisboa - IstambulO acampamento, num planalto na encosta leste da serra, proporcionou-nos um belo momento de convívio à volta da fogueira, à luz da lua quase cheia.

No segundo dia, mais rolante, fizemos a ligação entre a Serra e a Albufeira de Castelo de Bode, apesar de ainda não termos lá chegado. Ficou na memória o almoço junto ao rio Nabão numas ruínas transformadas em praia fluvial e por algumas passagens complicadas, nomeadamente a última, já ao fim da tarde, onde apenas 4 dos 8 jipes conseguiram passar sem guincho. Notavelmente, o último da caravana, o nosso Dacia Duster, foi um deles.

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De Alenquer à Serra dos Candeeiros – 2ª etapa do Lisboa/Istambul

Nesta etapa muito húmida, passámos pelas matas da Ota, Serra de Montejunto, e parte da Serra dos Candeeiros. Sem dificuldades de maior e com um acampamento chuvoso ao calor da fogueira do Vitório, como já é costume, e sob o toldo do Zé que nos salvou de um jantar na solidão das tendas, no final, ainda fomos presenteados por uma belíssima paisagem de fim do dia na Serra dos Candeeiros. Não cumprimos o objectivo de atravessar a serra mas fica para a próxima etapa!

 

 

1ª etapa do Lisboa – Istambul

E assim foi. 4 jipes partiram de Lisboa, Terreiro do Paço, e conseguimos chegar a Alenquer. Apesar da proximidade com Lisboa, ainda foi possível percorrer bastantes quilómetros em pista, algumas delas em mau estado, tendo sido necessário passar um riacho a guincho! E nenhum dos jipes se safou… Ainda foi preciso retirar de uma vala, a guincho, um de nós que, inadvertidamente para lá caiu.

Daqui para a frente o planeamento e marcação do percurso irá ser mais fácil e haverá menos estradas a “estragar” o nosso percurso. Próxima etapa Alenquer – Serra dos Candeeiros…

De Lisboa a Istambul em todo-terreno

 

filmusimge - Croácia DSC00011Para quem gosta de todo-terreno e viagens ao desconhecido, África tem sido sempre o continente de eleição devido às poucas estradas existentes e natureza virgem. No entanto, exceptuando Marrocos, nos últimos tempos tem aumentado imenso o risco para os ocidentais que viajam aos países do norte de África. Marrocos, apesar de ser um país lindíssimo e extraordinário para todo-terreno, depois de se ir várias vezes ao longo da vida, começa a tornar-se repetitivo. Na Europa, existe a Islândia, mas os valores proibitivos da viagem impedem as idas seguintes! Resta-nos a Europa do Sul e do leste, que apesar de muito habitada, consegue-se ainda realizar percursos todo-terreno com alguma extensão.
Então e porque não atravessar toda a Europa? Até Istambul… Bem, essa é a ideia! No entanto, a maioria de nós não tem tempo de férias para fazer todo esse caminho. Assim, iremos fazer por etapas, começando em Lisboa, sempre em todo-terreno, e um dia, haveremos de chegar a Istambul, e quem sabe mais além…

Iremos começar este projecto já este sábado, em Lisboa, no nosso Dacia Duster.