Pelo lado selvagem de Portugal- 2ª etapa – de Melides ao Algarve

Aproveitando o 2º fds prolongado de Dezembro lá fomos nós continuar a volta a Portugal. 5 jipes, arrancámos da praia de Melides em direcção à albufeira de Morgavel. É sempre tentador descer a Costa de Vicentina junto à costa, mas além de já ser zona conhecida, é mais difícil conseguir um percurso sem apanhar alcatrão. Assim, seguimos sempre pelo interior em direcção a uma cascata pouco comum na zona de Vila Nova de Mil Fontes. Dada a altura do ano, ninguém se encontra naquele fabuloso local o que permitiu um acampamento especial.

Continue reading “Pelo lado selvagem de Portugal- 2ª etapa – de Melides ao Algarve”

Advertisements

Pelo lado selvagem de Portugal- 1ª etapa – de Trafaria a Melides

Começámos com 5 jipes na Trafaria e mais um que se juntou na Costa da Caparica. No primeiro dia percorremos a mais que conhecida margem sul começando pela falésia da Costa da Caparica, depois Apostiça e seguidamente Arrábida até Setúbal. Percurso bem conhecido e diversificado com passagens maravilhosas como a Arriba Fossil e o Parque Natural da Arrábida. Sem grandes dificuldades, chegado a Setúbal apanhámos o ferry para Tróia e seguimos para a Comporta por estrada. Foi altura de sair da estrada para nunca mais voltar. O sol já se punha ao longe, era tempo de arranjar um local de pernoita, onde coubessem os 6 jipes mais 2 que vinham ter connosco e mais as respectivas tendas. No caminho junto ao Sado, apesar das praias bonitas, era expectável visitas dos mosquitos. A aposta foi ficarmos algures no caminho para sul, paralelo ao muito transitado gasoduto.

E foi aqui, ao inicio da noite com o inicio da areia, que começaram os atascanços que predominaram no 2º dia.  Começou logo comigo no Isuzu que só saiu com placas e uns empurrões e na subida de acesso ao local de acampamento onde alguns tiveram algumas dificuldades. No dia seguinte continuaram as dificuldades, logo com aquela grande subida no gasoduto que só os jipes mais recentes conseguiram transpor. Apesar do percurso ser conhecido e de não ser propriamente exigente, a areia mole e as várias subidas encontradas ao longo do percurso, provocaram vários atascanços que obrigaram a várias tentativas de transpor os obstáculos e à consequente diminuição da pressão dos pneus. Uma delas num “oued” antes de Melides, ainda foi necessário guincho e placas para desatascar o veículo. Coisas que fazem parte deste tipo de passeios e que servem sempre para aprender ou praticar mais algumas técnicas de condução e resgate.

Mais fotos aqui!

Férias da Pascoa – Costa Vicentina e Algarve

Algumas imagens das mini férias da Páscoa. Em tempo de contenção de custos e procura do bom tempo, resolvemos percorrer os caminhos e praias da Costa Vicentina e Serra de Monchique. Alguns já conhecidos, outros nem por isso, mas é sempre uma satisfação percorrer locais tão interessantes  e bonitos pelo nosso país.

TT invernal na Serra da Estrela

Mais uma etapa do Lisboa Istambul e desta vez com o objectivo de apanhar a Serra da Estrela com neve. Missão mais do que cumprida. Aliás, foi talvez o mais extraordinário passeio todo-terreno que fiz em Portugal. Começámos no Piodão e subimos a serra pelo lado do Sabugueiro em direcção às Penhas Douradas. Apesar de grande parte do percurso ser conhecido, a neve transformou por completo a paisagem e a progressão. Tivemos a sorte (ou a coragem…), de ser os primeiros a passar depois do nevão em grande parte dos caminhos, o que tornou a progressão mais lenta e cautelosa. Logo no primeiro dia e no primeiro contacto com neve, caminhos com ribanceiras, que sem neve não apresentavam perigo nenhum, com neve e sem rodados o risco aumentou exponencialmente. O momento mais impressionante foi a subida para as Penhas Douradas no segundo dia.  Por momentos parecia que estávamos nos países do norte. Tudo branco, sem rodados, neve no limiar da progressão. Espectacular! Infelizmente o que é bom dura pouco e depois de um almoço nas Penhas continuámos o percurso na direcção do Covão da Ponte onde demos por terminado a etapa. Ficou o desejo de querer mais, mais aventuras na neve, que tão pouco existe neste país…

 

Mais fotos aqui.

5ª etapa do Lisboa Istambul – chegada a Piodão

Mais uma etapa, desta vez acompanhamos o Zêzere até à barragem do Cabril, tendo de seguida rumado para norte em direcção ao Piodão sempre pelo cimo dos montes. Foi um passeio fácil e muito bonito, com muita variedade de terrenos e paisagens.

Mais fotos aqui:

TT – de Troia a Milfontes

Último passeio fora-de-estrada antes das férias grandes! Fomos aproveitar o bom tempo (ou nem por isso…) na costa vicentina. Zona já conhecida e já muitas vezes percorrida por diversos caminhos diferentes, começamos pelo caminho do gasoduto com a enorme subida que nem a Dmax nem o Kzj conseguiram subir. Pressão a 1.5 e mesmo assim nada…

O primeiro acampamento foi num local onde antigamente (18 anos atrás..) acampava várias vezes com os meus pais. Infelizmente estava irreconhecível devido a um incêndio. A enorme floresta transformada num descampado quase sem árvores.

Depois da praia matinal seguimos percurso para sul, sempre ao longo da costa, ainda podemos “brincar aos cruzamentos de pontos” numa enorme vala e, já próximo de Vila Nova de Mil Fontes, montámos o 2º acampamento.  No dia seguinte, praia em Vila Nova e ainda tivemos tempo de ir almoçar ao Pego das Pias onde demos por terminado o passeio.

Album completo aqui!

TT ao longo do Zezere – 4a etapa do Lisboa Istambul

Mais umas imagens de mais um passeio antes do verão, desta vez ao longo do Zêzere. Muitas peripécias, alguns atascanços num passeio lento e com algumas dificuldades. Valeu-nos o Jimny que como é costume só lhe falta andar sozinho! Mas o que é bom não dura para sempre…

Album completo aqui!

TT – do Alqueva ao Guadiana

Depois de Marrocos, um pequeno passeio alentejano na companhia de amigos. Começámos logo com um acampamento num monte junto à albufeira do Alqueva, um local lindíssimo, principalmente ao nascer do sol. O passeio no dia seguinte continuou junto à albufeira seguindo-se o rio Guadiana pela margem a leste. Infelizmente muitas dos caminhos do percurso estavam fechados a cadeado o que implicou alguns kms de estrada até Pedrogão. Daqui, continuámos por pista para sul, sempre junto ao Guadiana pela margem oeste, onde montámos o segundo acampamento. Mais uma vez local muito interessante, com um caminho de acesso muito pouco visível, com vegetação que por vezes era do tamanho dos jipes. No dia seguinte, continuámos o track, passando pelo Pulo do Lobo até pouco antes de Mértola onde demos por terminado o passeio.

Ficam aqui algumas imagens do passeio:

 

Dacia Duster vs …

DSC04807Já fizemos a 3a etapa do Lisboa-Istambul (ver artigo) e desta vez o Dacia esteve em alta. Foi um percurso com muita pedra, principalmente a parte de sábado, e com duas passagens difíceis, nomeadamente a segunda. Dificilmente os participantes se irão esquecer do momento em que o Dacia passou à primeira uma ribeira depois de 4 dos jipes precisarem de guincho para saírem. Basicamente, à saída da ribeira, a única zona com tracção ficava sob o eixo da frente. Só que devido à lama e buracos, uma das rodas ficava parada e a outra não tinha tracção suficiente para impulsionar os jipes. As rodas traseiras ficavam dentro do riacho e menos tracção tinham. Também não havia espaço para dar balanço.

Vendo o vídeo, o último clip, gentilmente cedido pela Silvia, facilmente se percebe o que fez com que o Dacia tenha passado tão facilmente depois de jipes Toyota e Mitsubishi, mesmo com bloqueios atrás, terem alguma dificuldade ou não conseguirem passar. O controlo de tracção obrigou a roda da frente que estava parada a rodar, tendo sido o suficiente para impulsionar o Dacia dali para fora. Claro que com bloqueio à frente o resultado teria sido ainda mais eficaz. É claro que foi uma festa. Nem eu alguma vez imaginava conseguir passar tão facilmente.

Mas…voltando a descer à terra… esta foi uma situação muito particular onde o controlo de tracção e o baixo peso do Duster fizeram toda a diferença, mas não significa que o Dacia seja um jipe ou sequer se equipare a um. Na maioria das situações o Dacia tem mais dificuldades, e tem de se ter cuidados redobrados. É um veiculo capaz de surpreender mas com as devidas precauções.

3ª etapa do Lisboa-Istambul

3ª etapa Lisboa - Istambul

Mais uma etapa, desta vez com uma caravana de 8 jipes, atravessámos a Serra dos Candeeiros e a Serra de Aires, e apesar de um dos objectivos ser a chegada à barragem de Castelo de Bode, ainda não foi desta. O percurso de sábado, sempre pelo cimo da serra por caminhos pedregosos do interior, foi bastante duro e demorado mas com vistas espectaculares sobre os vales da serra. Foi um dia para atravessar a Serra de Aires e Candeeiros. 3ª etapa Lisboa - IstambulO acampamento, num planalto na encosta leste da serra, proporcionou-nos um belo momento de convívio à volta da fogueira, à luz da lua quase cheia.

No segundo dia, mais rolante, fizemos a ligação entre a Serra e a Albufeira de Castelo de Bode, apesar de ainda não termos lá chegado. Ficou na memória o almoço junto ao rio Nabão numas ruínas transformadas em praia fluvial e por algumas passagens complicadas, nomeadamente a última, já ao fim da tarde, onde apenas 4 dos 8 jipes conseguiram passar sem guincho. Notavelmente, o último da caravana, o nosso Dacia Duster, foi um deles.

Mais fotos aqui!