De Santander ao Real Madrid – 3ª parte das férias pelo Norte de Espanha

Já estávamos de tempo contado e havia dois locais que eram imprescindíveis de conhecer. O primeiro era precisamente em Santander, o parque animal de Cabárceno. A expectativa era grande, um zoo gigante onde os animais andam livremente, lia-se no site do parque, e onde se entra com o próprio carro. Algo muito ao estilo de Jurassic Park…!

E assim foi, depois de completado o percurso de Corunha, arrancámos directamente para Santander e como tínhamos tempo fomos à procura de um local selvagem para passar a noite. Tivemos sorte, mesmo próximo do parque, no cimo de um monte bem escondido e de difícil acesso. E ainda por cima com uma vista espectacular. Continue reading “De Santander ao Real Madrid – 3ª parte das férias pelo Norte de Espanha”

Advertisements

Santiago Compostela e ilhas Cies – 1ªparte da viagem pelo norte de Espanha

Em tempo de contenção nada melhor que o país vizinho para umas férias em conta. Um país aqui tão perto e com uma diversidade notável. Começámos a viagem em Santiago Compostela que há muito queríamos ir visitar. Não necessita apresentações apesar de, possivelmente devido à elevada expectativa, ficou um pouco aquém do que estávamos à espera. Infelizmente a catedral estava em obras estragando um pouco as vistas exteriores e a quantidade de pessoas era incomensurável… mas quem tira férias em Agosto já sabe como é…

Continue reading “Santiago Compostela e ilhas Cies – 1ªparte da viagem pelo norte de Espanha”

Memórias TT – de Merzouga a Foum Zguid

Agosto de 2010, a estreia do Jimny em Marrocos, sozinho, sem Toys nem Mitsus, nas pistas do sul entre as duas maiores dunas de Marrocos. Foram 600 kms de 46º de dia e 37º à noite onde, como seria de esperar do pequeno japonês, esteve à altura dos mais crescidos. Apesar dos marroquinos com os seus KZJs insistentemente tentarem dissuadir a nossa passagem pelas zonas de areia, quem conhece o Jimny sabe do quanto este pequeno gigante é capaz. Ainda andámos meio perdidos no Erg Chigaga e acabámos por dormir com guardas dos “animais”, como eles diziam, que andavam a patrulhar a zona à procura de caçadores. O que mais custou foram as noites… dormir com tão altas temperaturas sem as modernices ocidentais não é facil…

Percurso aqui:

Pelo lado selvagem de Portugal- 1ª etapa – de Trafaria a Melides

Começámos com 5 jipes na Trafaria e mais um que se juntou na Costa da Caparica. No primeiro dia percorremos a mais que conhecida margem sul começando pela falésia da Costa da Caparica, depois Apostiça e seguidamente Arrábida até Setúbal. Percurso bem conhecido e diversificado com passagens maravilhosas como a Arriba Fossil e o Parque Natural da Arrábida. Sem grandes dificuldades, chegado a Setúbal apanhámos o ferry para Tróia e seguimos para a Comporta por estrada. Foi altura de sair da estrada para nunca mais voltar. O sol já se punha ao longe, era tempo de arranjar um local de pernoita, onde coubessem os 6 jipes mais 2 que vinham ter connosco e mais as respectivas tendas. No caminho junto ao Sado, apesar das praias bonitas, era expectável visitas dos mosquitos. A aposta foi ficarmos algures no caminho para sul, paralelo ao muito transitado gasoduto.

E foi aqui, ao inicio da noite com o inicio da areia, que começaram os atascanços que predominaram no 2º dia.  Começou logo comigo no Isuzu que só saiu com placas e uns empurrões e na subida de acesso ao local de acampamento onde alguns tiveram algumas dificuldades. No dia seguinte continuaram as dificuldades, logo com aquela grande subida no gasoduto que só os jipes mais recentes conseguiram transpor. Apesar do percurso ser conhecido e de não ser propriamente exigente, a areia mole e as várias subidas encontradas ao longo do percurso, provocaram vários atascanços que obrigaram a várias tentativas de transpor os obstáculos e à consequente diminuição da pressão dos pneus. Uma delas num “oued” antes de Melides, ainda foi necessário guincho e placas para desatascar o veículo. Coisas que fazem parte deste tipo de passeios e que servem sempre para aprender ou praticar mais algumas técnicas de condução e resgate.

Mais fotos aqui!

Memórias TT – da Malcata a Béjar

Era Dezembro, estávamos em 2010 e já há uns tempos que queria fazer as serras espanholas que delimitam as terras frias das quentes. E assim foi, sozinho no Jimny em total autonomia, com a cadela Mina em direcção a Gredos. Um percurso fácil, sem grandes dificuldades (para Jimnys…) onde a beleza da paisagem com os tons de castanho e verde característicos da região nesta altura do ano, foram a grande surpresa do percurso. Ficou na memória um acampamento junto a um rio serpenteando por entre os montes e um dos caminhos mais interessantes por onde já  passei, num planalto junto ao rio que atravessa uma propriedade com vacas e cavalos à  solta, que de repente parecia retirado de um conto de fantasia. E que tinha uma subida para carroças… A ideia era ir até  à  serra de Gredos  mas infelizmente fiquei doente ao 3o dia e resolvi regressar a casa. 3 anos depois regressei com a Ana para realizarmos  a parte do percurso  da Serra de Gata com um pouco de montanhismo à  mistura.

Percurso e infos aqui:

Férias da Pascoa – Costa Vicentina e Algarve

Algumas imagens das mini férias da Páscoa. Em tempo de contenção de custos e procura do bom tempo, resolvemos percorrer os caminhos e praias da Costa Vicentina e Serra de Monchique. Alguns já conhecidos, outros nem por isso, mas é sempre uma satisfação percorrer locais tão interessantes  e bonitos pelo nosso país.

Primeira caminhada do Miguel

Já à algum tempo que não fazíamos uma caminhada e não sabíamos qual seria a reacção do Miguel a andar tanto tempo na cadeirinha. E bem, foi negativa! Sabia que mais tarde ou mais cedo ele iria querer caminhar mas não esperava que fosse tão cedo, aos 2 anos… E assim foi, depois de algumas birras na travessia da Serra de São Luís, lá tivemos que o pôr a caminhar connosco nos últimos três kms pela Serra do Louro até Palmela. Foi a primeira de muitas mais que estão para vir.

 

TT invernal na Serra da Estrela

Mais uma etapa do Lisboa Istambul e desta vez com o objectivo de apanhar a Serra da Estrela com neve. Missão mais do que cumprida. Aliás, foi talvez o mais extraordinário passeio todo-terreno que fiz em Portugal. Começámos no Piodão e subimos a serra pelo lado do Sabugueiro em direcção às Penhas Douradas. Apesar de grande parte do percurso ser conhecido, a neve transformou por completo a paisagem e a progressão. Tivemos a sorte (ou a coragem…), de ser os primeiros a passar depois do nevão em grande parte dos caminhos, o que tornou a progressão mais lenta e cautelosa. Logo no primeiro dia e no primeiro contacto com neve, caminhos com ribanceiras, que sem neve não apresentavam perigo nenhum, com neve e sem rodados o risco aumentou exponencialmente. O momento mais impressionante foi a subida para as Penhas Douradas no segundo dia.  Por momentos parecia que estávamos nos países do norte. Tudo branco, sem rodados, neve no limiar da progressão. Espectacular! Infelizmente o que é bom dura pouco e depois de um almoço nas Penhas continuámos o percurso na direcção do Covão da Ponte onde demos por terminado a etapa. Ficou o desejo de querer mais, mais aventuras na neve, que tão pouco existe neste país…

 

Mais fotos aqui.