Técnica TT – o Duster em areia

Neste segundo passeio TT, fomos em caravana de 4 jipes para a costa Vicentina, desde Tróia até Aljezur, num passeio de 3 dias. O início do percurso entre Tróia e Sines teve especial interesse para mim porque foi a primeira experiência em areia com o Duster.

A experiência começou logo com uma aprendizagem deveras importante, numa enorme subida de areia que se apanha pouco depois de se entrar na recta do gasoduto. Foram 3 tentativas falhadas, em segunda velocidade e em primeira e claro está, com o bloqueio ao diferencial central accionado. Estranhamente o que acontecia era que pura e simplesmente o motor “cortava” em determinados momentos, quase que parando o Duster. Naturalmente que com a perda de velocidade, ficava a meio da subida. O que não estava a perceber era a razão de o motor parecer que “corta” sem razão aparente. Só pouco depois já a contornar a subida, é que me lembrei do que tinha lido acerca do ESP, controlo de estabilidade, que também está presente neste veículo. Este dispositivo, à semelhança do controlo de tracção, actua nos travões para impedir que o automóvel perca estabilidade e tenta manter a trajectória do veiculo. Não sei bem como nem porquê, mas o que é certo é que após desligar este dispositivo no botão que existe em frente à manete das mudanças, o motor deixou de “cortar” (na realidade devem ser os travões a travarem rodas que o sistema pensa que estão a provocar instabilidade no veículo), independentemente da rotação ou situação. O controle de tracção (ASR) funciona na mesma, felizmente, apenas parece que desliga o controle de estabilidade que de qualquer maneira só tem utilidade na estrada.

Jpeg

A partir daqui o Duster ficou outro veículo. Apesar de não ter baixas, as relações de caixa curtas e o binário do motor fazem maravilhas em areia. Naturalmente que comparativamente a um jipe, é preciso ter mais cuidado com as perdas de velocidade, já que a diferença entre a primeira e a segunda velocidade, é mais longa que num jipe com baixas. Se for preciso passar de uma primeira para uma segunda no Duster, é preciso ganhar velocidade. Pelas minhas impressões, a primeira do Duster é mais longa que uma 1ª baixa de um jipe, mas mais curta que uma segunda baixa. No entanto está mais perto duma segunda que uma 1ª baixa. Isto claro pode variar de jipe para jipe devido às respectivas diferenças entre reduções de caixa. No entanto uma das piores situações para um veículo em termos de esforço é o ter de arrancar depois de estar enterrado em areia. Nesse aspecto, o Duster não tem dificuldades, arranca facilmente em primeira ou em marcha atrás.

 

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One thought on “Técnica TT – o Duster em areia

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